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Revolupão 2 – Pão Sírio

Quando eu e Erielma viajamos para Foz do Iguaçu-PR (na fronteira com o Paraguai e a Argentina) tivemos o prazer de conhecer mesquitas, cafés e lojas e lanchonetes árabes. Nos encantamos com a beleza da arquitetura, com as roupas, comidas, bebidas e especialmente com a abertura da comunidade em explicar sua cultura e história. Aprendemos muito (e até ganhamos livros!) numa visita a mesquita Omar Ibn Al-Khattab (clique para conhecer mais)

Um dos elementos que nos encantou foi a culinária árabe, em especial, o café, os doces e a shawarma, um prato delicioso do Oriente Médio que lembra o kebab. Entre os souvenir de viagem, trouxemos alguns doces e também pacotes de PÃO SÍRIO. Ele também é chamado de pita ou de pão árabe: é aquele pão fininho e oval que comemos geralmente recheado com carnes, queijo e verduras. Este ai embaixo é um que fizemos aqui em casa.

Aprendendo a fazer pães em casa nesse período de isolamento social nos deparamos com a receita do pão sírio, que nos chamou atenção por sua simplicidade (3 ingredientes e sem fermento) e facilidade de ser feito. Também porque já sabíamos – depois de ter comido os feitos pelos imigrantes sírios de Foz – serem deliciosos e muito versáteis (existem mil e um recheios salgados e doces possíveis, e muitos outros que você vai inventar depois de fazer o seu!). É muito simples, gravamos como fazer para ficar ainda mais fácil!

A Receita

Viu como é simples de fazer?

Mas… Por que fazer seu próprio pão se você pode comprar na padaria?

Essa é a ideia que apresentamos no primeiro post, Revolução: faça você mesmo! (se não viu é só clicar ai!), é que:

Fazermos nosso próprio pão – até para quem já cozinha em casa como nós – foi surpreendente. Ver a a massa crescendo, a transformação dentro do forno e o sabor no final de pãozinho caseiro foi incrível! E como disseram meus amigos – os dois padeiros caseiros veteranos-: fazer pão é também uma questão de tempo para si próprio e para reflexão (muitas vezes crítica) sobre os contextos nos quais estamos inseridos, uma forma de diminuir o stress e fazer uma reconexão entre o eu e o mundo. Por essas e outras, venha fazer parte da Revolupão!

João Gilberto Saraiva. Revolução: faça você mesmo!

Imagem do início: Eu e Erielma em frente a doceria Albayan no bairro árabe de Foz do Iguaçu.

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Revolupão – Faça você mesmo

Nossos primeiros pães feitos em casa!

Ainda antes da explosão do novo coronavírus (Covid-19) e da onda de quarentenas em diversas partes do mundo (incluindo grandes e pequenas cidades brasileiras), eu tomei conhecimento de dois amigos que faziam seu próprio pão em casa. Logo após a descoberta, uma questão que me veio foi: Por quê? Por que alguém sai da comodidade das padarias e supermercados e começa a fazer pão em casa? Como eu já esperava, não era primordialmente uma questão de economia (não dá para competir com os preços da indústria!) nem de nutrição (nenhum dos dois é efetivamente ligado ao mundo da nutrição ou é fitness!). Então eu perguntei a cada um deles (via whatsapp já que estamos separados por quarentenas no RN, RS e SP no momento).

Fazer meu pão é como tirar um tempo para mim. Dedicar minha atenção para algo que irá me alimentar. Pensar no que eu como, em como é a cadeia de produção e o que me fará no corpo esse alimento. Acho que me ajuda a refletir no todo do meu eu, do meu cotidiano e minha relação na sociedade.

Iberê Moreno (Instagram), professor de Relações Internacionais que ama quadrinhos e adora cozinhar.

Fazer pão é transformar a abstração do afeto em algo concreto, tangível. É aprender a respeitar o tempo e o ciclo de reprodução do alimento e também uma maneira de descarregar meu stress sovando uma massa bem elástica e fofinha

Gustavo Mor (Instagram), doutorando em História, anarquista praticamente da calistenia e a boa culinária.

Nesse tempo de resguardo dentro de casa, eu e Erielma, nos voltamos para fazer várias atividades pendentes (da arrumação do guarda-roupa até a trocar os vasos das plantas) e também aprender e fazer juntos novas tarefas e receitas. Foi ai que a história do pão retornou a nossa cabeça e decidimos tentar!

Fazermos nosso próprio pão – até para quem já cozinha em casa como nós – foi surpreendente. Ver a a massa crescendo, a transformação dentro do forno e o sabor no final de pãozinho caseiro foi incrível! E como disseram meus amigos – os dois padeiros caseiros veteranos-: fazer pão é também uma questão de tempo para si próprio e para reflexão (muitas vezes crítica) sobre os contextos nos quais estamos inseridos, uma forma de diminuir o stress e fazer uma reconexão entre o eu e o mundo. Por essas e outras, venha fazer parte da Revolupão!

A Receita

Procuramos uma receita fácil (já que nunca tinhas feito um pão na vida) e que tivesse ingredientes que pudessem ser comprados em qualquer mercadinho de bairro. Uma das mais fáceis que encontramos foi a da cozinheira youtuber Tata Pereira. Como somos apenas duas pessoas, cortamos os ingredientes pela metade. Se liga ai!

Ingredientes:

1 kg de farinha de trigo
2 ovos
2 xícaras de leite
1 xícara de água
3/4 de xícara de óleo
6 colheres (sopa)de açúcar
1 colher de chá de sal
1 saquinho de fermento biológico (apenas 10g)

Observação importante:
Duas dicas dadas pelos dois amigos mais experientes:
1. a farinha de trigo SEM FERMENTO;
2. Não usar aquele fermento químico mais comum (muitos chamam pela marca, Royal), procure pelo sachê de fermento biológico.
3. Preste bastante atenção na parte de sovar e espalhar a massa!

Fizemos algumas fotos e gifs seguindo o passo a passo da receita. Coloquei eles em ordem de execução.